sexta-feira, 27 de outubro de 2017

Convite para o Lançamento do livro "A Morte da Cultura"



CONVITE

Convido a tod@s @s amig@s para o lançamento, no próximo dia 10 de novembro, às 19h, do meu mais novo livro intitulado "A Morte da Cultura".

Local: Sapiens Natal, Rua Sete de Setembro, 1828, Candelária, Natal.


Morte da Cultura? Como isso pode ser possível? Enquanto houver homens, não haverá cultura? O título do presente livro filia-se a uma tradição filosófica que remonta a Nietzsche: ao decretar a morte de Deus, nosso filósofo não estava cometendo um teocídio, mas constatando que o materialismo, o positivismo e o iluminismo estavam, em seu tempo, minando a fé nas religiões. Do mesmo modo, a expressão “morte da cultura” aponta para o fato de que os referenciais simbólicos perderam a sua função homeostática tradicional de propiciar saúde, bem-estar e equilíbrio às pessoas. A proliferação crescente da ansiedade, desorientação e depressão não são senão os sintomas sociais de uma civilização que deu as costas para o humano ao ser subjugada pelas imposições do capital. 
Identificando o “programa da racionalidade” como o causador da morte da cultura, o autor propõe um anarquismo dadivoso, ou seja, um novo modo de vida onde a dádiva substitua o desejo de acumulação, e o cultivo da sabedoria leve a uma vida mais autêntica e norteada por valores perenes.


FRAGMENTOS DO LIVRO.

O que é o eu? O que convencionamos chamar atualmente de “eu” é um feixe de memórias e desejos enlaçado por um nome. Ele é mais uma construção social do que individual.

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O núcleo, a raiz de toda essa crise é o programa da racionalidade - um conjunto de instruções inter-relacionadas visando a um fim específico. Ele, na verdade, funciona como um vírus - altera o sistema ou o modo de funcionamento de uma cultura, a maneira como as pessoas concebem e interpretam as informações, destruindo ou fragilizando as tradições do grupo social e tendo o poder de propagar-se por contágio para outros grupos sociais.

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O dinheiro não é nada mais senão a linguagem da economia, cuja contabilidade opera uma espécie de diálogo, onde o débito é uma pergunta e o crédito é uma resposta, equilibrando o orçamento. [...] E tal como o signo é a presença da ausência da coisa, o dinheiro é a presença da ausência de mercadorias, a possibilidade de um usufruto recalcado. O hábito de lidar com o dinheiro intoxica o pensamento, o sentimento e as ações humanas, tornando o usuário desta tecnologia em seu dependente e servo inconsciente.

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No feudalismo medieval, o servo da gleba ora dedicava parte do tempo a trabalhar nas terras do seu senhor, ora em suas próprias terras visando o seu próprio sustento e de sua família. O servo pós-moderno dedica praticamente todo o seu tempo para servir ao sistema espúrio, dominado pelas leis do mercado, e praticamente tempo algum ao cultivo de sua alma.

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A virtude típica do capitalismo é a soberba. A virtude da dádiva é a humildade. A soberba é a inflação do ego que deseja crescer e se expandir para sentir-se grande e poderoso (em relação àqueles aos quais se mede e compara). O humilde é como uma gota d’água que, ao praticar o serviço, se integra ao oceano do amor.

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A soberba se alimenta de hierarquia. Um anarquismo dadivoso e coerente poderia ser o caminho para um mundo onde os valores genuínos suplantassem os seus sucedâneos espúrios (dinheiro, status, poder), onde a vida não fosse aviltada pelas convenções efêmeras dos homens.

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Quando os discursos silenciam, a verdade essencial emerge.

domingo, 8 de outubro de 2017

VOCÊ SABE SE CUIDAR? Faça o teste e descubra



Responda sim ou não às seguintes questões:

- Você toma banho diariamente? Sim ou não?

- Costuma escovar os dentes diariamente? Sim ou não?

- Mantém o hábito de transmutar as suas energias negativas? Sim ou não?

Acredito que quase todos responderam sim às duas primeiras questões. E em relação à última? Se sua resposta foi “não”, atende no seguinte.

Quando uma pessoa não se banha por vários dias, seu corpo fica impregnado de sujeira e a presença dela torna-se fonte de malestar e incômodo às pessoas de seu convívio. Os outros passam a evitá-la.

Por outro lado, se o sujeito não cultiva o hábito de livrar-se de suas energias negativas, elas vão se acumulando dentro de si, inundando os seus pensamentos e sentimentos, tornando os primeiros pesados, pessimistas, lúgubres; e os segundos tristes ou irados. E a pessoa passa a não suportar a si mesma e a tornar-se um fardo pesado ou a incomodar e indispor-se com aqueles que vivem em seu convívio.

Como e possível, então, livrar-se das energias negativas?

Há várias formas. A mais simples e eficaz é um bom banho de mar num dia ensolarado. O sal do mar leva todas as mazelas da alma, enquanto a energia do sol e a areia da terra recarregam o corpo com tudo de bom que ele precisa. A pessoa volta do mar recarregada e renascida. Um banho de cachoeira tem um efeito similar.

E para quem não tem condições de ir a uma praia ou a uma cachoeira?

A forma mais simples e eficaz de realizar uma limpeza energética é praticar meditação. Imagine um lago sujo de águas agitadas: assim é a mente de uma pessoa negativa. Mas deixe o lago serenar, se aquietar e logo as suas águas tornar-se-ão límpidas e transparentes. A sujeira estará lá, mas as suas águas estarão límpidas e transparentes. A meditação propicia esse serenar da mente, trazendo lucidez e clareza à consciência.

Dedicar-se a alguma forma de atividade artística também pode permitir uma canalização das energias negativas, tornando-as matéria prima de algum trabalho criativo. O artista, assim, pode transmutar em beleza algo de que não gosta em si e que o incomoda.

Tomar um banho de sal grosso ou de fumo de rolo também ajuda a limpar a aura e retira as energias negativas.

Participar de rituais catárticos ou de descarrego.
Ao tomar banho, imagine, enquanto as águas do chuveiro escorrem pelo seu corpo, que todas as mazelas estão sendo ao mesmo tempo levadas pelas águas para o ralo. E depois “escove” a sua aura com os dedos em forma de pente, como se penteasse o seu entorno retirando as energias negativas.  

Realizar um processo terapêutico que trabalhe a nível energético.


Se você não adotar nenhuma destas providências, ou não encontrar nenhuma estratégia pessoal de canalização de suas energias negativas, provavelmente você se tornará uma pessoa bastante desagradável para os demais – e, certamente, apreciará muito pouco a sua própria companhia.     

domingo, 25 de junho de 2017

O ENVENENAMENTO NOSSO DE CADA DIA


O brasileiro médio consome, por ano, mais de  5 litros de agrotóxicos. O que fazer?

Desde 2008, o Brasil tornou-se o campeão mundial no consumo de agrotóxicos. Para um país que tem uma natureza tão exuberante, e uma fauna e flora riquíssimas, é uma notícia devastadora. Catastrófica para a natureza, e péssima para os humanos, que estão poluindo a tudo e a todos. https://www.youtube.com/watch?v=8RVAgD44AGg

Diante dessa política da insensatez, o que fazer?

Vamos dar cinco dicas simples e baratas que podem evitar que, no futuro, soframos de insuficiência renal, câncer ou qualquer outra doença degenerativa.

PRIMEIRA DICA: Compre alimentos orgânicos. 



Os alimentos orgânicos, além de serem muito mais nutritivos do que os não orgânicos, não trazem venenos para a sua mesa. Além disso, ao comprar esses alimentos você estará ajudando toda uma cadeia do bem, tanto no processo de plantio, ajudando hábitos saudáveis de cultivo e manejo, como evitará a contaminação de rios e do solo. https://www.youtube.com/watch?v=rYxl_zHHWk4

SEGUNDA DICA: Exercite-se até suar. 



As glândulas sudoríparas foram uma das grandes conquistas evolutivas da humanidade. 
Sem elas, talvez houvéssemos desaparecido há dezenas de milhares de anos. Isto porque, graças à sua atividade, podemos continuar correndo por horas seguidas sem qualquer dano – o que na pré-história era algo indispensável nas caçadas coletivas -, ao passo que alguns animais, como os felinos, se não conseguirem capturar a presa em poucos minutos, morrem de hipertermia.


Mas essas glândulas tem outra função muito importante: eliminar as toxinas do corpo. Toda vez que suamos, o organismo faz uma faxina interna e expulsa pelos poros o lixo tóxico que está no interior do corpo. Não suar, ou suar pouco, é um mau sinal. E, pasmem, tem gente que acha apropriado usar desodorante antitranspirante. É mole? São as imposições culturais na contramão da saúde e da biologia.

TERCEIRA DICA: Coma coentro. 



O coentro, além de ser gostoso, possui a interessante função de eliminar os agrotóxicos do corpo. https://www.youtube.com/watch?v=z5hvpYHXzZg

QUARTA DICA: Esterilize seus alimentos com iodo inorgânico



Use iodo inorgânico a 2% para esterilizar as frutas e verduras que irá comer. Se usar hipoclorito, vai estar se envenenando de cloro. O Iodo elimina o veneno dos alimentos e não vai lhe fazer mal. https://www.youtube.com/watch?v=5rtBWHCsQ1s

QUINTA DICA:



Fazer reposição de lugol. Duas gotinhas de lugol limpa todo o organismo de metais pesados e supre a carência de iodo de que a maioria da população padece, alcalinizando o corpo e evitando o aparecimento de nódulos e até mesmo o câncer. 



Se gostou dessas dicas e decidiu livrar-se dos seus venenos, cuidado com o efeito detox. Quem inicia a ingestão de lugol ou passa a comer muito coentro, pode sentir náuseas, dor de cabeça ou tonturas. Essa reação ocorre devido ao fato de que os agrotóxicos, antes escondidos no tecido gorduroso, são retirados e começam a circular na corrente sanguínea até serem eliminados pelo suor ou pelos rins. Para diminuir esse efeito detox, deve-se ingerir bastante água e tomar sucos de camu camu, acerola, limão, laranja ou caju (vitamina C).

José Ramos Coelho

sábado, 24 de junho de 2017

O QUE A DEPRESSÃO TEM A VER COM A SAÚDE INTESTINAL?


Vamos apresentar aqui algumas sugestões visando esclarecer as relações entre o intestino, os pensamentos e sentimentos que experimentamos no dia a dia. O assunto é da máxima importância, pois a grande maioria das pessoas – e a classe médica – ignoram por completo esse fato.

Quando deprimidas, as pessoas costumam se sentir fracas, sem energia, cansadas e exauridas.  E quase sempre recorrem aos chamados “anti-depressivos”, que na verdade são energéticos. Não existem “anti-depressivos” – essa denominação foi apenas uma estratégia de marketing.  Quando ingerem um energético, as pessoas se animam e se sentem mais poderosas. Por outro lado, a noite apresentam dificuldades em dormir. Por isso, concomitantemente ao energético (“anti-depressivo”) é preciso que ingiram um ansiolítico, para desacelerar, relaxar e poder entregar-se ao sono. Qual é a lógica de se tomar um medicamento para acelerar e outro para desacelerar?

Nos últimos anos tornou-se cada vez mais evidente que, além dos fatores psíquicos, tratáveis através das terapias, uma das causas principais da depressão reside no intestino, no estilo de vida e na alimentação. Se ele está funcionando mal, a pessoa não assimila adequadamente os nutrientes, ficando desnutridas, debilitadas e sem energia.

Com efeito, o intestino, é o nosso segundo cérebro (Michael Gershon): mais de 90% da serotonina, que é o hormônio do bem-estar, é produzido em seu interior. Portanto, o seu mau funcionamento compromete a nossa saúde, sensação de bem-estar e alegria.

Segue abaixo algumas dicas preciosas sobre como fortalecer o intestino e, consequentemente, evitar a depressão.    

 
DICAS INFALÍVEIS PARA MELHORAR O FUNCIONAMENTO INTESTINAL

A prisão de ventre é uma das situações que mais comprometem o humor, deixando a pessoa enfezada (cheia de fezes), já que o intestino é um órgão de absorção: se o bolo fecal fica lá estagnado, seu conteúdo vai sendo reabsorvido pelo organismo,  deixando a pessoa envenenada com seus próprios dejetos. O que fazer para evitar isso?

http://g1.globo.com/bemestar/videos/t/edicoes/v/serotonina-e-produzida-no-intestino/5538581/

Ingerir probióticos. O nome já diz tudo: "pro" vida (biótico) Uma medicina que se orgulha de administrar antibióticos e não dá o devido valor aos probióticos é uma medicina da doença, e não uma medicina da saúde. https://www.youtube.com/watch?v=OX0MLZkrLw8 
Um pró-biótico que eu adoro é o kefir de leite de coco, uma bebida deliciosa, além de ser anti-inflamatória e extremamente nutritiva.
https://www.youtube.com/watch?v=rcXIEK1BEs8


Comer mais alimentos crus, frutas, legumes e verduras. Veja algumas dicas sobre alimentação correta: https://www.youtube.com/watch?v=uUsiUOIqcXc


Beber dois litros de água por dia para hidratar o intestino e facilitar o trânsito do bolo fecal, preferencialmente água alcalina e ionizada. Ela combate os radicais livres, causadores de inflamações e envelhecimento celular, e facilita a oxigenação das células, melhorando consideravelmente a saúde total do organismo. 

Para fortalecer o sistema imunológico, é importantíssimo tomar pelo menos 10 minutos de banho de sol diariamente, com pouca roupa. A assim denominada “vitamina D” na verdade não é uma vitamina, porém o mais importante pró-hormônio de nosso corpo, cuja função é controlar o sistema imunitário. Tomar banhos de sol diários, sem protetor solar, previne e cura as doenças autoimunes, câncer, zika e mais uma infinidade de doenças.
https://www.youtube.com/watch?v=erAgu1XcY-U&t=1084s
https://www.youtube.com/watch?v=N16UZjb3P3Y

O QUE DEVEMOS EVITAR PARA NÃO INFLAMAR O INTESTINO. 

Excluir o leite do cardápio. O consumo de leite, ao contrário do que se diz, favorece a osteoporose, fraqueza óssea e os processos inflamatórios em geral. Como se explica o fato de que há mais doenças ósseas nos países onde há o consumo exagerado de leite, e elas sejam praticamente inexistentes onde não se tem o hábito de ingeri-lo? Não é estranho?https://www.youtube.com/watch?v=adkjd11bRG0 


Deixar de consumir leite, além de fazer bem à sua saúde e aos bezerros, é uma grande contribuição à saúde do planeta 
https://www.youtube.com/watch?v=rrFsGTw5bCw
Assistam ao documentário: Cowspiracy

Fuja do glúten. Muita gente tem intolerância ao glutem e não faz a menor ideia. 
https://www.youtube.com/watch?v=dPM1V1cQFAU

https://www.youtube.com/watch?v=z7XNDxTXS4Q

Evitar açúcar, alimento das bactérias ruins e agente inflamatório.
https://www.youtube.com/watch?v=lkDYHIXM-Lk

Evitar, na medida do possível, alimentos industrializados. Eles estão repletos de conservantes (um nome bonito para “fungicida” ou “bactericida”), aditivos químicos nocivos, glutamato monossódico e uma série de outros venenos que danificam o seu corpo e sua saúde. 

Assista os vídeos e tire as suas conclusões.

José Ramos Coelho

sexta-feira, 9 de junho de 2017

Doenças auto-imunes: como evitar?




DICAS INFALÍVEIS PARA CURAR AS DOENÇAS AUTOIMUNES

Provavelmente você conhece alguém ou talvez mesmo tenha algum parente ou familiar sofrendo de uma doença autoimune. Parkinson, Alzheimer, esclerose múltipla, psoríase, lúpus... Esses nomes causam temor e tremor em muitas pessoas, pois a medicina majoritariamente praticada na atualidade não sabe como curar essas doenças, limitando-se a receitar m
edicamentos para aliviar os sintomas e que muitas vezes tem efeitos tão nefastos quanto a própria doença em si, ou até mais.

Eu não sou médico – e, portanto, não fui contaminado pelas imposições da indústria farmacêutica e pelo discurso medicalizante. Sou apenas um curioso que gosta de se informar. E me sinto no dever se passar adiante aquilo que aprendi no intuito de ajudar aqueles que sofrem a recuperar a esperança de uma vida melhor e a saúde. 

As doenças autoimunes não são uma sentença de morte. São plenamente curáveis. Veja abaixo algumas dicas infalíveis, as quais, se praticadas em conjunto, contribuirão sinergeticamente para a aceleração do processo de cura. 

O QUE SE DEVE FAZER PARA CURAR AS DOENÇAS AUTOIMUNES 

A assim denominada “vitamina D” na verdade não é uma vitamina, porém o mais importante pró-hormônio de nosso corpo, cuja função é controlar o sistema imunitário. Tomar banhos de sol diários, sem protetor solar, previne e cura as doenças autoimunes, câncer, zika e mais uma infinidade de doenças.https://www.youtube.com/watch?v=erAgu1XcY-U&t=1084s

O beber água de coco diariamente e comer a sua carne, ou ingerir óleo de coco extra virgem combate todos os tipos de inflamação e trata as doenças autoimunes. Nas ilhas do Pacífico onde existe o hábito de ingerir a carne e a água de coco o HIV não progride para a AIDS. 
https://www.youtube.com/watch?v=HEGjXfKSELY
https://www.youtube.com/watch?v=crXpB1x92m4

A ingestão de NALTREXONA LDN, a maior descoberta médica do século XX, tem um efeito notável de melhora dos sintomas das doenças autoimunes. https://vimeo.com/137843753

Ingerir probióticos. O nome já diz tudo: "pro" vida (biótico) Uma medicina que se orgulha de administrar antibióticos e não dá o devido valor aos probióticos é uma medicina da doença, e não uma medicina da saúde. https://www.youtube.com/watch?v=OX0MLZkrLw8 

Usar diariamente nos seus alimentos o açafrão ou curry, o mais potente anti-inflamatório que existe. Atribui-se a este saudável hábito o fato de que na Índia há o menor índice de Alzheimer e Parkinson per capita do mundo. https://www.youtube.com/watch?v=BBSRq9BtDWE

Comer mais alimentos crus, frutas, legumes e verduras. Veja algumas dicas sobre alimentação correta: https://www.youtube.com/watch?v=uUsiUOIqcXc

Beber água alcalina e ionizada. Ela combate os radicais livres, causadores de inflamações e envelhecimento celular, e facilita a oxigenação das células, melhorando consideravelmente a saúde total do organismo. 
https://www.youtube.com/watch?v=HFtuYADbVxg
https://www.youtube.com/watch?v=Y6JRdw9pbJ8

Beber sempre, ao acordar e em jejum, um copo com pouca água e um limão espremido - sem açúcar, claro. Tomar a água com um canudo. O consumo diário de limão evita mais de mil doenças. https://www.youtube.com/watch?v=JZsLhUtJBIw&t=67s

Fazer exercícios físicos revitaliza e fortalece todo o nosso corpo. Além do mais, quando suamos, o calor interno do corpo queima as toxinas que ingerimos e as elimina pela sudorese. Cada hora dedicada à prática de exercícios nos permite ganhar várias horas a mais de vida. 

O QUE DEVEMOS EVITAR. 

Excluir o leite do cardápio. O consumo de leite, ao contrário do que se diz, favorece a osteoporose, fraqueza óssea e os processos inflamatórios em geral. Como se explica o fato de que há mais doenças ósseas nos países onde há o consumo exagerado de leite, e elas sejam praticamente inexistentes onde não se tem o hábito de ingeri-lo? Não é estranho?https://www.youtube.com/watch?v=adkjd11bRG0 

Deixar de consumir leite, além de fazer bem à sua saúde e aos bezerros, é uma grande contribuição à saúde do planeta https://www.youtube.com/watch?v=k_mgFCMZQMU

Fuja do glúten. Muita gente tem intolerância ao glutem e não faz a menor ideia. https://www.youtube.com/watch?v=dPM1V1cQFAU

Evitar açúcar, alimento das bactérias ruins e agente inflamatório. https://www.youtube.com/watch?v=mxkioQu4_0U

Evitar, na medida do possível, alimentos industrializados. Eles estão repletos de conservantes (um nome bonito para “fungicida” ou “bactericida”), aditivos químicos nocivos, glutamato monossódico e uma série de outros venenos que danificam o seu corpo e sua saúde. 
https://www.youtube.com/watch?v=mkoPMZ1L8ng

Assista os vídeos e tire as suas conclusões.]

José Ramos Coelho

quarta-feira, 22 de março de 2017

A MISSÃO DA VIDA

Você tem um desígnio que só existe para você e que só você pode cumprir. Este propósito é um chamado da sua alma, e é preciso ter coragem e amor-próprio para responder a esse chamado. Ser fiel a esse chamado é o único modo de viver uma vida dedicada e compensadora.
        Ninguém pode viver a sua vida, dizer-lhe o que ela é ou como vivê-la, a não ser você mesmo.
        Aqui estamos falando de cuidado pessoal: livrar-se da necessidade de agradar aos outros para que você possa cuidar de si mesmo. A missão começará a tomar forma em você quando, conscientemente, você seguir a sua sabedoria interior.
        Sua missão é a dádiva mais preciosa que você receberá na vida. Só terá de atender a uma exigência: terá de seguir a voz interior da sua alma. Não há desculpas para você perder o sinal, pois se trata do seu sinal. A fonte derradeira para as suas respostas é o trabalho interior.
        Talvez você tenha uma noção confusa da sua missão, talvez duvide do fato de ter uma, ou talvez simplesmente necessite de um rasgo de coragem para seguir o seu próprio destino.
        Tudo de que você precisa é o desejo de encontrar a sua missão. Aqui lhe daremos os instrumentos para fazê-lo.
        A vida é difícil se você não aceitar – ou manifestar – a sua missão pessoal. Quem não vive em sintonia com ela, encontra-se freqüentemente num estado de depressão, estresse, tédio ou desorientação.
        Qual é o caminho da sua alma nesta vida? Qual é a Missão da sua Vida?
        Viver a sua vida exigirá de você um sentido de clareza, de direção e de propósito. Em vez de estar na linha de recepção de uma “oportunidade”, você determinará a sua própria sorte. Quando a oportunidade bater à sua porta, você ouvirá, porque a reconhecerá como uma oportunidade. Sentirá uma ligação com a sua Fonte e, desta maneira, se sentirá protegido e forte para criar uma vida significativa, feliz e harmoniosa. E o que é mais importante, você será a pessoa que estava destinada a ser. P. 16
        A Missão de Vida não pode ser separada do seu contexto espiritual e, como tal, é a chave para expressar a intenção da sua alma para esta vida. Espiritual significa tudo o que pertence à ativação da sua ligação com a base espiritual a que chamo de Fonte.
        A direção que você toma na vida, vinda da Fonte e perseguida pela sua alma – o motivo e o impulso para ser como tem de ser – é definida pela sua Missão de Vida. Viver a sua missão abre as portas da alma, ativando-a para atuar no nível material, fazendo-a aproximar-se cada vez mais da sua Fonte.
        Um processo de Missão de Vida está sempre sujeito a revisão, a análise, a um redirecionamento. Como um entalhador de madeira lentamente esculpe obras de arte, você aprimora as peças à medida que executa o seu trabalho.
        Quando uma etapa do processo está terminada, há uma conclusão parcial. Então você começa o trabalho na etapa seguinte, e o processo continua.
        A Missão de Vida é o mapa rodoviário para guiá-lo através da confusão da aparente adversidade à medida que você se liga à sua missão. Mesmo os tempos “difíceis” são, de algum modo, uma oportunidade para resolver as situações nessa ocasião e um caminho para conseguir um grande crescimento.
        Realizar o propósito da sua alma é de primordial importância para a sua descoberta e evolução. Pense nele como uma qualidade divina da alma, que você, através das suas dádivas criativas, está encarregado de desenvolver; esse desenvolvimento define a sua missão.
        Você tem o mandato para fazê-lo, embora possa optar por não fazê-lo. Ao concordar em usar a sua vida para representar um determinado papel, você vive o seu destino como ele deve ser.
        A Missão de Vida não é o destino final ou objetivo da nossa vida; na verdade, é o ponto de partida.
        A Missão de Vida representa a própria essência de quem você é. Trata-se de uma intenção mais profunda – o âmago e o tema central que orienta a sua vida. Ela expressa o que você deve fazer. Entre outras palavras para missão, temos: chamado, busca, destino... A missão é o caminho específico da sua alma nesta vida.
        Assim que entender que tem um chamado, você aprenderá a ligar-se com quem você é ou com o que está fazendo. Tudo faz sentido porque você o faz à luz da sua missão. Então uma missão fornece o veículo através do qual o propósito, a forma e a direção do caminho da sua alma são expressos.
        O discurso  “Tive um Sonho” do Dr. Martin Luther King, definiu a missão dele: literalmente ele sonhou que raças diferentes podem viver e brincar em paz umas com as outras no mundo. Tudo o que ele fez relacionou-se com essa missão que era, como ele definiu, “o rufar dos tambores em prol da justiça”.
        Algumas pessoas afortunadas (Albert Schweitzer, Mozart) conheceram sua missão quando crianças e a executaram conscientemente. Se v. ainda não encontrou a sua missão, não se desespere. Para muitos, a realização da missão não começa a florescer antes da meia-idade.
        Uma missão pode assumir várias formas: um trabalho, um entretenimento, um passatempo favorito, uma paixão ou qualquer outra coisa. Falamos de missão de preferência a carreira, porque a Missão de Vida transcende simplesmente o que você faz para viver. Pode ser, mas não necessariamente, o mesmo que trabalho. O termo Missão de Vida refere-se a quem você é e o que você faz para executar o propósito da sua alma na vida.
        O trabalho é uma descrição do que você faz, mas a sua Missão de Vida é a perspectiva espiritual e holística da sua vida, o significado da sua vida. A Missão de Vida, portanto, é um reflexo fundamental de quem você é.
        Uma missão de vida é um papel individual que é benéfico para a vida como um todo. Pode ser tocar música para enfermos, salvar tartarugas feridas, ajudar as pessoas a lidar bem com a morte, ou simplesmente manter vivas as flores do hospital local ou fazer enormes bolhas de sabão para as crianças.
        Toda missão requer coragem e dedicação. Pessoas com uma missão são almas intrépidas, tenazes. Elas responderam à sua voz interior, assumiram riscos e reagiram quando a oportunidade bateu à porta. Suas vidas parecem dizer: “Sei quem sou e ainda quero ir, e ninguém vai interferir entre mim e o meu destino. Recuso-me a recuar ou a me desviar do meu objeto.” Para atender ao seu chamado, os buscadores da missão tiveram de batalhar contra as instituições, contra o governo, contra a sociedade, os parentes e até mesmo contra os parceiros. Eles perseveraram sem pedir permissão aos outros e aceitaram a responsabilidade pelo resultado. Sócrates tinha por missão despertar os jovens para a verdade. Viveu em função disso e até foi condenado à morte por não fazer concessões nem abdicar desse seu objetivo.
        Mesmo que v. esteja se sentindo sem rumo, você pode mudar agora. Negar o seu destino é, em última análise, negar a si mesmo. Responder ao seu chamado é a verdadeira medida da felicidade.
         
Resumido por José Ramos Coelho, em novembro/2004, a partir do livro “Realize o propósito da sua alma”, de Naomi Stephan, Ed. Pensamento.      




quarta-feira, 2 de dezembro de 2015

A CRUELDADE SIMBÓLICA DO DIAGNÓSTICO PSIQUIÁTRICO (e similares)



A CRUELDADE SIMBÓLICA DO DIAGNÓSTICO PSIQUIÁTRICO (E SIMILARES).

Tentarei fazer algumas considerações a respeito das implicações da formulação de diagnósticos em psiquiatria e demais disciplinas que seguem o mesmo protocolo. Estas reflexões certamente parecerão extremamente polêmicas ou mesmo absurdas àquelas mentes formatadas por um discurso cientificista e desumanizado. Mas as ciências da saúde estão sofrendo de um déficit crônico de sutileza – e esta carência está tendo consequências catastróficas para a vida e o futuro das pessoas.

Antes de tudo, é preciso fazer alguns esclarecimentos. Os sintomas médicos exigem e demandam um diagnóstico. Quanto antes ocorrer a prescrição do correto diagnóstico, tanto melhor para a eficácia do tratamento. Já os transtornos mentais, não. E aqui é preciso fazer uma diferenciação entre as doenças do cérebro – as quais podem ser tratadas com medicamentos ou cirurgia – e as “doenças” ou transtornos mentais, que demandam um protocolo diferenciado e um tratamento específico. Todo o esforço da psiquiatria e de boa parte dos neurocientistas é tentar demonstrar que os transtornos mentais são doenças ou desequilíbrios do cérebro. Conversa pra boi dormir.

Por que afirmo que o diagnóstico, no caso dos transtornos mentais, exige um tratamento diferenciado?
É que, em psiquiatria, o diagnostico vem sempre acompanhado de uma trilogia maligna: (a) descontextualização, (b) naturalização e (c) perenização do sofrimento psíquico.

A fim de ilustrar e embasar a argumentação, citarei dois casos clínicos – o de Roberta (fictício) e o de Márcia (real).

ROBERTA: Trata-se de uma adolescente que apresenta acessos freqüentes de fúria incontrolável. Seu comportamento tanto na escola quando em casa é caracterizado por atitudes ríspidas quando não extremamente agressivas. Além de não respeitar os pais e questionar-lhes a autoridade, por vezes quebra objetos e agride fisicamente a mãe. Ameaça fugir de casa ou se matar. Preocupada, a família a leva ao psiquiatra. Na consulta, após analisar os seus sintomas, ela é diagnosticada como portadora do Transtorno Explosivo Intermitente (TEI). São-lhe prescritos ansiolíticos e calmantes.

MÁRCIA: Sempre fora muito apegada à família. Com a morte do pai, fica profundamente triste e desconsolada. Levam-na a um psiquiatra. Ela é diagnosticada como sofrendo de Depressão, e prescrevem-lhe três medicamentos. Ela começa a tomá-lo e sua vida piora a cada dia.  Sua relação como marido, que não ia bem, se deteriora. Eles se separam. Surgem os sintomas de pânico. Não consegue mais trabalhar. Vive durante dez anos afastada de suas atividades profissionais em função do pânico e da depressão. Freqüentemente padece de fome em casa por não conseguir atravessar a rua para comprar alimentos na venda da esquina. Chega ao consultório andando com dificuldade, amparada e auxiliada por dois familiares. Seus movimentos são lentos, sua voz carregada.    

    A) Descontextualização.
Ocorre quando se supõe que os transtornos mentais são decorrentes de alterações químicas no cérebro. Não há dúvida de que todo pensamento e todo sentimento vem acompanhado de uma alteração química no cérebro. Mas a alteração química explica o surgimento do pensamento, do sentimento e do transtorno? Não. E por que não? O motivo é que o surgimento de um hormônio ou substância no cérebro se dá por alguma razão. E esta é de ordem psíquica.

 Voltemos aos nossos exemplos. Roberta vivia com o padrasto e a mãe. O padrasto estava abusando sexualmente de sua enteada há meses. A mãe parecia não se dar conta do que se passava dentro de casa. Não havia intimidade entre a mãe e o padrasto. A mãe sofrera no passado de violência sexual, o que a fazia ter pavor de sexo. Desta forma, consciente ou inconscientemente, deixar de ser solicitada pelo padrasto foi para ela um alívio. A filha ensaiou denunciar os abusos que sofria à mãe, mas esta os desconsiderou. Foi aí que os acessos de raiva começaram.

 Já o calvário de Márcia teve início quando ela foi diagnosticada como deprimida, após a morte do pai. Sempre fora uma jovem dinâmica, independente e trabalhadora. Era para ela se sentir feliz com a morte da pessoa que mais amava? A sua tristeza foi patologizada.

Tanto num caso como no outro, o diagnóstico psiquiátrico operou um psicocídio: ao ser formulado, colocou “entre parênteses” todo o contexto que levou ao surgimento dos sintomas e transformou os seus portadores em coisas, em animais sem vida própria, sem história, sem fala e dignidade. O diagnóstico matou a subjetividade,  restando apenas um corpo com uma patologia.

B) Naturalização.
O ser humano é um animal cultural. Quando se supõe que um transtorno psíquico decorre de um desequilíbrio químico no cérebro, reduz-se o homem a um código de barras, a uma simples mercadoria, a uma coisa. Toda doença e principalmente todo transtorno decorre da confluência de múltiplos fatores. Quando a psiquiatria envereda por esse caminho reducionista sem escutar o sujeito e sem levar em conta o histórico de sofrimentos que se ocultam por trás do sintoma, morre enquanto tal. Converte-se em encefalatria.

C) Perenização.
Quando o psiquiatra enquadra, classifica e diagnostica, distancia-se inevitavelmente de uma postura terapêutica aberta, prospectiva e amorosa. Seu olhar é retrógrado e petrificador - petrifica o paciente num estigma, e congela o próprio olhar do psiquiatra no diagnóstico realizado num determinado momento, dificultando-lhe a percepção da evolução ou variação da sintomatologia do mesmo paciente ao longo do tempo, centrando-se no que já está posto, ou seja, atua no sentido de capturar o paciente numa classificação nosológica”. (A Tragicomédia da Medicalização: a Psiquiatria e a Morte do Sujeito, Segundo Ato, Das Classificações).

            Voltemos ao caso de Márcia, afastada do trabalho por uma Junta Médica há uma década. Quando, na segunda sessão, o terapeuta, através de um trabalho vivencial e reflexivo acerca do papel que ela estava representando na sua própria vida, a faz ver que ela estava assumindo um papel de vítima, de doente, acobertado e justificado pela psiquiatria, ela se DESCOLA do rótulo. Toma consciência que o rótulo a escava colocando numa jaula simbólica ad infinitum. Na terceira sessão, ela afirma: “Vou voltar a estudar! Vou pegar carona com a minha sobrinha, que passou no vestibular. Não vou perder essa oportunidade!”

            Nesta conformidade, ela se sentia “doente” simplesmente porque se colocava e aceitava o papel de doente. No momento que percebe que ela mesma alimentava aquele papel que a fazia vegetar, decide mudar. E volta a viver.

            Se o transtorno psíquico é causado por um desequilíbrio químico do cérebro, quando o tratamento vai acabar? Nunca se sabe. Supondo-se que a atividade cerebral seja regulada pela genética, a resposta é: nunca. O paciente precisa ser medicado para todo o sempre. E, mesmo que os sintomas estejam ausentes, pode ser prudente medicar-se “de forma preventiva” para evitar uma recidiva.

            Essa trilogia maligna é uma expressão inequívoca do processo de medicalização da vida. A Síndrome da Agressividade Intermitente poderia ser considerada uma piada, se não fosse uma tragédia.

            E aí, para finalizar, temos algumas possibilidades.

Primeira: Diagnóstico + medicação (sem tratamento).
            Esse procedimento é o mais usual, especialmente na rede pública. O sujeito vai ao psiquiatra e sai com um remédio na mão. Esse holocausto da subjetividade é perpetrado diariamente nos postos de saúde e rede pública.

Segunda: Diagnóstico + medicação + tratamento.
            Pode-se fazer uso do diagnóstico, ou seja, de um procedimento simbolicamente cruel, para a obtenção de dois direitos – o remédio e o tratamento psicológico. Isso funciona?
            Cito outro trecho (é longo, mas é importante):
(...) Ao medicar um paciente sob a alegação de ajudá-lo em seu tratamento, os psiquiatras não estão se colocando do lado daquele que sofre, mas sim a favor do pharmacolonialismo, que se move predominantemente na lógica do capital. Isto porque a medicalização suprime a ética do cuidado de si, a estética e a motivação que poderia levar à cura, sendo, portanto, inimiga da subjetivação.           
Com efeito, os medicamentos não funcionam da mesma maneira para todos. Os indivíduos são diferentes e reagem de forma desigual aos estímulos. Da mesma forma do que ocorre em relação à nutrição, onde um alimento saudável pode ser danoso para alguém que possua alguma rejeição aos ingredientes dele, os indivíduos apresentam reações diversas em relação a uma mesma droga. Uma substância administrada para amenizar a depressão pode, por exemplo, induzir ao suicídio a determinadas pessoas. Assim, o princípio ativo pode provocar reações inversas às pretendidas. Confiar num medicamento é sempre uma aposta perigosa e imprevisível.

O CORO: “O que é válido para alguns, pode não ser válido para todos.

Contudo, o discurso biomédico sustenta, e com razão, que o uso dos medicamentos, apesar dessas “anomalias”, dessas variações individuais indesejáveis, efetivamente funciona para um bom número de pessoas. Entretanto, como a medicação está dissociada de uma dietética existencial, ou seja, de um estilo de vida, quando o indivíduo é medicado (ou se automedica) e constata um efeito positivo no melhoramento dos seus sintomas, sente-se imediatamente autorizado a desequilibrar-se ainda mais, já que tem à mão um recurso que pode contornar e aliviar os excessos cometidos.O remédio converte-se na senha para empreender toda a sorte de desatinos[1].

Assim, por exemplo, um portador de diabetes, ao tomar um remédio que diminui as taxas de glicose no sangue, sente-se livre para abusar dos docinhos. Um viciado em bebidas alcoólicas, ao perceber que suas dores abdominais diminuem com um remédio para o fígado, permite-se abusar mais ainda do álcool. Ao receber um transplante de coração, um pedreiro, ao sair da sala de cirurgia, falou para um repórter: “Estou me sentindo tão bem que vou comemorar comendo um churrasco!

O mesmo vale para os psicofármacos: aquele que se sente ansioso, ao ver a sua ansiedade ser suavizada por um ansiolítico, permite-se adotar um estilo de vida mais agitado e frenético do que antes, graças às conquistas da farmacologia. Alguém que esteja triste pela perda de um ente querido, ao tomar um antidepressivo pode indefinidamente sentir-se propenso a apegar-se à lembrança do morto, cuja perda acha inaceitável e intolerável, impedindo-lhe a elaboração do luto. Ou seja, mesmo que funcione, o remédio ainda assim é danoso para um grande número de pessoas, já que o tratamento é focado nos sintomas e não em cima de suas causas que continuam ativas e atuantes, embora ocultas.

O CORO: “Quanto melhor o remédio, tanto pior será!

Porém, há ainda, por último, o restrito grupo daqueles que tomam um psicoativo e ele efetivamente funciona, os quais não se autorizam a praticar nenhum tipo de excessos, seguindo fielmente o protocolo médico prescrito. Benditos, esses bons pacientes! O sonho de todos os psiquiatras! Para esses, o medicamento, quando ingerido, age como uma máscara trágica a se interpor entre o sujeito e os seus sentimentos e emoções. A máscara dá a ele uma aparência de universal normalidade, e a sua individualidade é eclipsada por trás dela. E mais: ele não mais consegue sentir-se e perceber-se como outrora: o medicamento altera o seu humor, tornando-o “adequado” ou “saudável” dentro de normalizações socialmente determinadas.

A consequência desta acomodação clínica do sintoma é evitar que o indivíduo entre em contato com as verdadeiras causas de seu malestar. Ora, ora! Nenhum psiquiatra bem intencionado e esclarecido sustentaria que o remédio por si só possa resolver todos os males! O ideal é que ele venha acompanhado de uma psicoterapia a fim de reforçar e retroalimentar os efeitos positivos da medicação. Terapia e remédio, remédio e terapia: remédio para o corpo, terapia para a alma! No entanto, ao contrário de todos aqueles que pregam que a medicação e a terapia caminham muito bem juntas, na verdade a medicação é o maior empecilho para um efetivo avanço terapêutico. E o motivo é óbvio e irrefutável: nós nunca desejamos tanto estar saudáveis como ao nos sentirmos doentes; nós nunca desejamos tanto comer um alimento como quando sentimos nas vísceras a fome nos corroer por dentro; nós nunca ansiamos tanto por carinho como nos momentos em que nos sentimos sós e desamparados. Ora, se o medicamento diminui ou cessa o mal-estar, elimina também aquilo que poderia ser a motivação para a busca do bem-estar[2]. Se o medicamento minimiza o sofrimento, diminui também a capacidade de sentir prazer. Isto porque há uma harmonia entre os opostos em todas as coisas, e um oposto remete para o seu pólo oposto e complementar.

Terceira possibilidade: Diagnóstico + tratamento (sem medicação)
            É, na maioria dos casos, preferível a todas as outras. Evita os efeitos colaterais da medicação e não atrapalha no tratamento. Só em casos especiais não seria recomendável.

            Por fim, a guisa de conclusão, cito um trecho do livro “A Tragicomédia da Medicalização”, onde a violência simbólica do diagnóstico é resumida:   

“Eis – antecipando o que diremos ao longo deste opúsculo - as etapas da violência simbólica à qual o paciente é submetido: primeiro, ele é nomeado pelo diagnóstico como portador de algum distúrbio ou perturbação; segundo, pelo diagnóstico o rótulo adere ao paciente como um estigma, tal como as marcas de identificação apostas aos animais quando são ferrados; terceiro, ele é rebanhizado, ou seja, as referências se deslocam de sua personalidade individual e única para o rebanho anônimo e indistinto da categoria nosológica em que é agrupado. As consequências desta rebanhização são, de um lado, a despersonalização e perda de referenciais internos; e, de outro, a terapêutica medicamentosa indicada será aquela aplicável não ao indivíduo na sua singularidade, mas sim ao rebanho no qual ele foi inserido, ou seja, aplicar-se-á um remédio inespecífico para um indivíduo genérico que não existe enquanto tal”.

Em suma: a formulação precipitada de um diagnóstico para um transtorno psíquico é um desserviço àqueles que buscam o autoconhecimento e a autotransformação, tendo apenas uma função de viabilizar um controle biopolítico sobre os corpos e as mentes dos pacientes.

 José Ramos Coelho  



[1] “(...) a educação age sobre o nível de vida em uma proporção duas vezes e meia mais importante do que o consumo médico” – afirma Michel FOUCAULT, retomando a tese de Ivan Illich. – “Conclui-se que, para viver mais tempo, um bom nível de educação é preferível ao consumo médico” (2011, p.390)
[2] Com profunda sabedoria, pontifica o Dr. Edward BACH: “... a doença, posto que pareça tão cruel, é benéfica e existe para nosso próprio bem; se interpretada de maneira correta, guiar-nos-á em direção aos nossos defeitos principais. Se tratada com propriedade, será a causa da supressão desses defeitos e fará de nós pessoas melhores e mais evoluídas do que éramos antes. O sofrimento é um corretivo para se salientar uma lição que de outro modo não haveríamos de aprender, e ele jamais poderá ser dispensado até que a lição seja totalmente assimilada”. (2010, p.18). O combate precipitado aos sintomas está a serviço da manutenção da ignorância e da cegueira.